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A Âmpola de Crookes empregada por Landell para a transmissão de pulsos de luz codifificados em código Morse não tem nada a ver com a válvula de 3 elementos (triodo) inventada por Lee de Forest em 1907. Dado o fato de ter dentro do invólucro de vidro empregado por Landell, 2 elementos onde se aplicavam as altas tensões provenientes do secundário da bobina de Ruhmkorff para provocar os lâmpejos de luz e um terceiro elemento que é o elemento fotosensível de Selênio, houve uma interpretação errada quanto a isso. As funções são completamente diferentes; naquilo que foi empregado no aparelho de Landell e no invento de Lee De Forest. Dado o fato de esta referência aparecer em alguns livros sobre Landell que sugere alguma similitude com a invenção de De Forest, achei oportuno aclarar isto, tendo em vista muitas questões que me foram formuladas a respeito do assunto.
No dispositivo de Landell não havia a função amplificação de sinais eletrônicos. Na válvula triodo inventada por Lee De Forest em 1907 havia a função de amplificação de sinais eletrônicos. A válvula triodo inventada por De Forest, depois melhorada ao longo do tempo, possuia 3 elementos: Além do filamento original, no qual era empregada uma tensão para provocar ma corrente de eletrons passou depois a ter o catodo emissor de eletrons, e um segundo elemento chamado de Grade de Controle, à qual era aplicada uma tensão variável entre esta e o catodo, que provocava uma corrente váriavel entre o catodo da válvula e o terceiro elemento, a placa da válvula, recolhedora dos eletrons vindos do catodo.
Como o filamento era em geral um elemento
comum a todas as válvulas, passou-se a designar as válvulas,
quanto ao número de elementos, sem considerá-lo. A válvula
original como pode ser observado em seu emprego nos esquemáticos
aparece na seqüencia: 0 filamento, a grade de controle e a placa.

Havia uma amplificação do sinal: uma pequena variação de tensão de grade provocava uma grande variação de tensão de placa. Essa relação determinava o fator de amplificação. No triodo há uma defasagem de 180 graus entre o sinal aplicado à grade de controle e o sinal de placa. Isto pode ser visto através da tela de um Osciloscópio. A tensão de polarização fixa aplicada à grade em torno da qual variava o sinal de entrada era em geral obtida através da queda de tensão em uma resistência fixada ao catodo, sendo ligado em paralelo à mesma um capacitor cuja capacidade era calculada de modo a ser um "by-pass" para as freqüencias dos sinais que se desejavam amplificar.

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1) Documentos:
Memoriais descritivos
de funcionamento dos
aparelhos patenteados
por Landell e as
respectivas patentes
obtidas no United
States Patent Office dos
EUA:
Transmissor de Ondas -
Receptor e Transmissor
de Telegrafia Sem Fio
e do Telefone Sem Fio.
2) Livro: Eletromagnetismo - Willian H. Hayt Junior
3) Livro: Física - Francisco Alcântara Gomes Filho
4) Livro: Tratado de Física -
Francisco Ribeiro Nobre
Edição -
1895 - Porto - Portugal
Primeiros "Wireless" -
Circuito de Ducretet -
empregando Detetor de
Branly em Receptores
de Telegrafia Sem fio.
5) Livro: Eletronica Aplicada - Truman
S. Gray
6) Livro: Basic Eletronics - Prepared by Bureau of Naval Personnel
7) Livro: Autobiografia da Ciência:: Forest Ray Moulton- Justus J. Schifferes.
9) Livros: Compêndios de Física USP: Resnick Haliday.
10) Meus apontamentos de Eletrônica.
11) Revista Eletrônica - Março-Abril/1968 - Etegil
12) Manuais de Válvulas - Philips - RCA
Este artigo foi publicado pela REVISTA QSP
- REVISTA DE RÁDIO E COMUNICAÇÕES - PORTUGAL - VISEU
- MÊS DE MAIO DE 2004
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