

Estes componentes são constituidos
por um refletor parabólico e por um par de bastões de carvão
onde se colocam em suas respectivas extremidades os terminais de uma bateria,
cuja ddp é convenientemente dimensionada para que quando aproximadas
as pontas em forma de ponta de lápis e iniciadas as descargas estas
se mantenham e naturalmente estando a fonte de luz no foco da parábola,
os raios que se refletem na superfície interna desta se redirecionam
cada raio paralelamente à linha que une o foco
ao centro da superfície
parabólica como mostra a figura. O uso deste componente é
feito quando se
faz a transmissão da palavra
articulada através da modulação da Luz.(Vide na entrada
o primeiro ítem
TRANSMISSOR DA PALAVRA ARTICULADA
VIA LUZ - A LUZ QUE FALA.)
Após então a descrição
da estrutura desses componentes vejamos como se procede à transmissão
de
um sinal utilizando o código
Morse. As sucessivas conexões e interrupções da chave
(41), cujas
durações de tempo
seguem o código - traço e ponto - (
-. ) de modo a compor todos os caracteres
alfanuméricos, são
irradiados através das antenas e captados por outro aparelho. Segundo
se depreende
da leitura dos documentos do Pe.
Landell o segundo circuito oscilador constituído pela bobina de
Ruhmkorff (D) de funcionamento contínuo reforçaria
as ondas geradas no primeiro circuito.




Dentro, há um espelho parabólico (8) e uma fonte luminosa
(9), para ser empregada no Telefone Sem Fio já descrito na página
de entrada. Uma grelha (10), feita de metal recoberto de negro-de-fumo,
está colocada na extremidade exterior da estrutura, com o intuito
de tornar paralelos os raios de luz do espelho (8). A estrutura menor (C),
cilíndrica ou cúbica, montada sobre o suporte (11), concentricamente
à estrutura maior (B), consiste
numa cobertura intermediária de material isolante (12) na
qual está montado um cilindro metálico (13), com uma das
extremidades hemisféricas, na qual está disposto um espelho
côncavo (14), feito preferencialmente de metal.
No interior dessa estrutura, há um suporte isolado (15) e sobre ele um feixe de fios (16 e 18), em forma de corôa, tendo uma extremidade contraída para suportar uma célula de selênio (21), e as extremidades da coroa terminadas em pontas ou antenas (17 e 19), dobradas radialmente e em ângulos retos, na direção do eixo do cilindro. Um tubo de Crookes (20) e uma célula de vidro hermeticamente fechada (21), em que foi feito vácuo, não tendo essa peça nenhuma comunicaç@ao pneumática com a outra, estao previstos para ficar parcialmente envolvidos pelos fios ( estes equivalem a caixas de Faraday). A célula de vidro hermeticamente fechada tem a forma hemisférica e é empregada para conter uma placa de selenio, como foi descrito já anteriormente.
A célula de selênio é aqui indicada porque pode ser usada para TELEGRAR-SE COM LUZ intermitente, em conexão com a lâmpada (20) (tubo de Crookes), que exerce ação nas placas de selênio das estações transmissoras e receptora.
O interruptor (38) é aberto para a transmissão
mas fechado para a recepção.
O par de esferas polidas (34) e um fio de
terra (35) munido de um interruptor (36) para quando se desejar tirar de
função, como excitadores, as esferas polidas, e para ligar
os fios à terra, como proteção contra relâmpagos
ou acidentes. O fio (22) está ligado ao fio (37), que se acha munido
de um comutador de terra (38), que deve ser fechado para receber, como
foi dito
O interruptor (32) pode, às vezes,
ser substituido em lugar da chave (41) - isto é, quando as conexões
secundárias das bobinas (43) e (31)
cooperam para aumentar a diferença de pontencial entre os terminais
dos secundários da bobina (31). Então estando (44) fora de
ação, a conexão é feita somene com a antena,
por meio de (23);(24) liga a (23) e (22) a (25), e à sua outra extremidade
(22) liga-se apenas a (37); (37) liga-se a (38), e este a (45), pela terra.
Neste caso, o interruptor (36) está ligado a (34), onde se produzem
as Descargas Oscilantes.
e as interrupções convencionais
são feitas pela chave (32). Para transmitir por lampejos luminosos,
o interruptor
(36) fica em posição neutra,
assim como os terminais (34). Para receber por lampejos luminosos usa-se
os mesmos dispositivos já descritos anteriormente.
O Padre Landell descreve o funcionamento do Transmissor:
Eis como se opera
com o meu aparelho, empregando-se ondas curtas refletidas ou ondas luminosas:
O interruptor
(36) é ligado ao fio (35), e o interruptor (32) é fechado, como
mostra o a fig (primeiro esquema); desse modo, excita-se o tubo de Crookes
que entra a emitir raios catódicos. O manipulador (41) está
agora disposto da maneira adequada em telegrafia Morse. Em consequência,
a bobina de Ruhmkorff (43) faz com que salte a centelha entre as esferas.
Estando o fio (45) ligado a terra, as antenas (17) e 19 emitem ondas etéreas,
semelhantes as ondas hertzianas. Calcando a chave (41), o operador faz
centelhar a bobina de Ruhmkorff (43) continuamente, interrompendo-se
as centelhas todas as vezes que for a dita chave levantada. Os raios catódicos,
produzidos pelo tubo de Crookes, sao naturalmente refletidos pelo espelho
(14) e seguem a direção geral do eixo da armação.
Esses raios catódicos, como as ondas actínicas e etéricas
acima descritas, aparentemente se reforçam
umas às outras em seus efeitos.e o
resultado é que o telégrafo
é mais eficiente quando todas
as radiações são empregadas. Os raios catódicos
emitidos em oscilação continua, não são controlados
diretamente pela chave transmissora; eles apenas facultam a propagação
das ondas hertzianas, controláveis pela citada chave. Quando o centelhador
(D) está parado, os sinais telegráficos não são
tão distintos como quando está em ação.
