O
PERIANTO - Que dispositivos Landell
teria usado para fotografar a AURA?
Luiz
Netto
Em 1939 o casal soviético
Semyon e Valentina Kirlian descobriram acidentalmente que um campo elétrico
de alta tensão interagindo com o corpo humano registrava em um filme
fotográfico cores interessantes. Após muitas pesquisas desenvolveram
um meio de poder fotografar o fenômeno, sem saber inicialmente o
seu significado. Após muitas pesquisas verificaram que existia uma
correlação entre as cores fotografadas e o estado de saúde
de uma pessoa. Na Rússia hoje, após muitos estudos verificou-se
que o estudo dessas fotos, que normalmente são fotos dos dedos das
mãos de uma pessoa, é de fato um meio de poder diagnosticar
algumas enfermidades e isso é aceito como um meio legal de diagnóstico
pelo Ministério de Saúde Russo.
Falando simplificadamente os Kirlian
desenvolveram um circuito que gera um campo elétrico de alta tensão
e de freqüencia entre 75 e 200 Kilohertz, e dirigindo essa energia
radiante em relação a um objeto a ser fotografado e ao filme.
A interação entre essa energia e "algo" que existe no objeto
ou parte de um ser vivo, é registrado no filme. Essa descoberta
foi batisada de "efeito Kirlian" e esse procedimento passou a ser chamado
de Kirliangrafia, e recentemente redenominada Bioeletrografia
e a foto assim obtida diz-se que é
a foto da AURA. É um fenômeno que continua em constante pesquisa
e tem algumas teorias suporte para explicá-lo. Existe muitos fabricantes
de máquinas fotobioeletrográficas, sendo que atualmente
são definidos 3 padrões internacionais para interpretação
das fotos, o Padrão Brasileiro de Newton Milhomens, o russo
de Konstantin Kurotkov e o padrão Peter Mandell, da
Alemanha. Esse pessoal se reúne em Congressos para trocarem suas
experiências, sendo que aqui no Brasil, o último foi realisado
em Novembro de 2000 em Curitiba, ver sites: http://www.kirlian.com.br
e http://members.tripod.com/bioenergia0
No entanto, esse fenômeno já
era conhecido do Pe. Roberto Landell de Moura, ao redor de 1906 1907,
pelo estudos de alguns de seus documentos que foram encontrados.
Vejamos o que Landell enunciou acerca do fenômeno que descobriu que
denominou de Perianto:
Registro de próprio punho de Landell
do Perianto em seu Caderno "A".
Neste caderno "A" estão faltando
16 páginas.
1-)
Todo o corpo humano está como que envolvido de um elemento de forma
vaporosa, mais ou menos
densa,
segundo a natureza ou estado do individuo ou ambiente em que ele se acha.
Esse elemento,
quando
adquire uma tensão capaz de vencer os obstáculos que se opõe
à sua expansão, escoa do corpo
humano
sob a forma de descargas disruptivas ou silenciosas, tal qual como sucede
com a eletrici-
dade.E
os fenômenos que nestas ocasiões se dão, têm
muita analogia com os elétricos estáticos
e
dinâmicos, com relação aos outros corpos semelhantes.
2
-) Pelo que cheguei à conclusão de que se trata de um fenômeno
que constitui uma variedade dos
fenômenos
produzidos pela eletricidade ou pela causa da eletricidade, do calor, da
luz, etc.
3
-) Em todo caso, para facilitar o estudo do elemento R que existe no corpo
humano, atribuo-o ao
PERIANTO,
porque, como o seu nome está dizendo, ele é um efeito do
elemento R, como a tensão
elétrica
é um efeito da eletricidade que se acumula em volta dos condutores.
4
-) Não posso atribuí-lo à eletricidade existente no
corpo humano, porque, como veremos em outros
lugares,
se de um lado oferece muita analogia com a eletricidade, por outro lado
apresentava-se com
certas
e determinadas características que me obrigaram a distingui-lo,
ou dar-lhe o nome de Perianto ao
efeito
e à causa do elemento R, isto é, da vida de relação
entre o psiquismo superior e o inferior.
5 -) O Perianto
é por si INVISÍVEL,mas
por intermédio de certas luzes pode tornar-se VISÍVEL,
e até
mesmo ser
FOTOGRAFADO,
se usarmos ou intercalarmos entre o corpo, cujo perianto estudamos,
e a luz especial,
uma prancha ou papel apropriado.
6 -) Um
pequeno animal, preferívelmente de pelo curto, posto nestas circunstâncias
e dentro de um
tubo apropriado,
se mediante uma máquina de vácuo, ver-se-á que,
quando o animal perma -
necer
quieto, em estado de agonia, que na prancha se desenhará, sob forma
vaporosa, a figura
do animal.
Ver-se-a mais que ao expirar o mesmo, essa forma vaporosa elevar-se-á
na prancha.
7
-) Poder-se-á ver também diretamente quando, mediante certas
luzes, se puder conseguir o
fenômeno
da INTERFERÊNCIA DOS RAIOS.
E há casos em que, quando a
condensação se torna bem
densa,
com certas e determinadas luzes, removendo o animal, no lugar em que ele
se achava,
permanecerá,
por instantes, o seu PERIANTO,
formando um DUO
com ele, que, não raras
vezes,
em vez de se apresentar sob a forma branca vaporosa, se mostra compacto
e colorido,
com
as cores naturais do animal, devido também à luz. O que prova
que o Perianto é devido
a
uma vibração de um elemento mais sutil que o ar.
Texto
extraído do livro de B Hamilton Almeida:" Landell de Moura".
Padre
Landell de Moura não ficou só na teoria. Ele conseguiu fotografar
o efeito e escreveu:
"
A radioatividade humana existe, como o amigo poderá verificar examinando
estas radiogra-
fias
produzidas pela radioatividade dos MEUS
DEDOS POLEGARES, À
causa da radioativi-
dade
humana dei o nome de ESTENICIDADE, para distinguí-la da eletricidade,
muito embora
se
assemelhem. Entre as radiações emitidas pelos dedos polegares,
há algumas dotadas de
um
poder indutor e de penetração. Esta radiografia, muito antes
de entrar para o banho re-
velador,
já mostrava os contornos e matizes produzidos pela radioatividade
do corpo.
Caso
singular:Esta mesma radiografia depois de fixada e seca e examinada com
o microscó-
pio,
mostrava um sem número de pontos luminosos, os quais emitiram constantemente
cintilações
semelhantes às do radium". E mais: " É precisamente na radioatividade
humana,
na
sugestão e nas correntes nervosas que vamos encontrar a explicação
para as curas pro-
digiosas
e tantos outros fatos aparentemente maravilhosos, tais como a (ilegível),
a trans-
missão
do pensamento ou sugestão mental, o (ilegível), etc.." O
cientista brasileiro afirmou
também
que "a radioatividade do corpo humano, como a eletricidade, pode ser transmitida
através
de um fio metálico e impressionar uma chapa na estação
receptora. Inácio Landell
de
Moura contou que, quando seu tio morreu, achou, nos seus pertences, " uma
caixa
cheia
de coisas e uma porção de chapas fotográficas". Mandou
ampliar as fotos e viu
"
coisas misteriosas", que não soube explicar o que era. Inocente,
levou todo aquele material
a
um padre que imediatamente o recolheu e nunca mais o devolveu, alegando
que aquilo
poderia
" comprometer a igreja". Talvez estas fotografias ainda estejam de posse
da igreja
em
algum lugar, mas Ignácio fez buscas e não conseguiu obter
nenhuma informação con -
sistente,
mesmo décadas após o falecimento de padre Landell.(H.Almeida).
No exame dos documentos encontrados por
B. Hamilton Almeida e Ernani Fornari, que estão no Instituto Histórico
e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, não se
encontrou relativamente ao que é relatado sobre o Perianto, nenhum
esquema elétrico que teria sido usado para obter as tais fotos dos
dedos polegares que Landell chama de " radiografia dos dedos polegares".
No entanto o relato existe e óbviamente que isso pode não
aparecer provavelmente porque algumas de suas pesquisas, os resultados
alcançados ele teria dificuldade com seus superiores para revelar,
então simplesmente não fazia estes papeis aparecerem.
Temos esse pensamento porque sabemos
que Landell produziu livos e escritos com o pseudônimo de Bernardus
Valumbrosius. Porque usar pseudônimo? Landell que obteve
3 patentes nos Estados Unidos, no United States Patent Office, em 1904,
do Transmissor de Ondas, Telefone Sem Fio e Telégrafo
Sem Fio, também não se tem notícia desses aparelhos,
se Landell os trouxe ou não para o Brasil, se teria ficado lá
no Departamento de Patentes. Esses mesmos aparelhos foram patenteados no
Brasil em 1901. Sabemos que as patentes foram conseguidas porque se tem
esses documentos. Portanto não ter a tal máquina, não
é o único invento dele que não se tem o protótipo.
Pelos estudos que temos feito chegamos
à conclusão que Pe. Landell utilizou a Bobina
de Ruhmkorff como meio de obter a alta tensão
para obter a foto da aura de seus dedos polegares, e que ele chamava de
" radiografia dos dedos polegares". Em 1916 Landell montou em Porto Alegre,
o Laboratório Antropológico, para continuar seus estudos
e experimentos. Landell se interessava por estudos de Parapsicologia, estudos
de Botânica, Eletricidade, Química, Filosofia, Teologia.
Essa mesma bobina de Ruhmkorff que ele
utilizou para o seu Transmissor de Ondas
- transmissão da palavra humana - através do centelhamento,
ele deve ter utilizado para a construção da máquina,
pois era sabido que esse dispositivo produzia efeitos mecânicos,
físicos, químicos e fisiológicos. Ele era muito bem
informado científicamente e dotado de grande criatividade. Landell
deve ter levado os terminais da bobina de alta tensão, à
uma chapa isolada, sobre a qual depositava o filme para obter suas fotos.
Esse era o meio que se tinha à época para obter a alta tensão,
utilizando uma fonte D.C. Vejamos o que é e como funciona uma bobina
de Ruhmkorff:
BOBINA DE RUHMKORFF
A
bobina de indução ou Bobina
de Ruhmkorff é na realidade
um transformador com circuito magnético aberto que trabalha com
uma corrente continua pulsatória em seu enrolamento primário.
A corrente contínua precisa sofrer alternações de
sentido para poder induzir uma corrente variável no secundário
do transformador. Portanto a corrente induzida em seu enrolamento secundário
é alternada. Devido a relação de transformação
alta entre primário e secundário obtém-se uma alta
tensão no secundário do transformador, porém com pouca
potência watimétrica. A bobina de indução funciona
em virtude do principio da indução mútua. O enrolamento
secundário está constituido por muitas voltas de fio fino
enroladas sobre o enrolamento primário que tem umas poucas voltas
de fio grosso.
O
fio da bobina primária tem cerca de 2 mm de diâmetro e o da
bobina secundária é bem menor, podendo ter diâmetro
de 1/2, 1/3, ou 1/4 de milímetro. Normalmente a bobina é
construida do seguinte modo: Sobre um cilindo ôco de vidro, de madeira
ou de cartão, enrola-se o fio primário, o indutor,formando
apenas duas ou tres camadas helicoidais sobrepostas; por cima do indutor
coloca-se uma camada isoladora, que pode ser um cilindro de vidro, de ebonite
ou de algodão, impregnado de goma-laca; por cima da camada isoladora
enrola-se o fio secundário, ou induzido,
em muitas camadas cilíndricas sobrepostas ficando isoladas umas
das outras por uma camada de goma-laca. O cilindro indutor e o induzido
têm ordináriamente o mesmo comprimento; e nas extremidades
do cilindro fixam-se dois discos de vidro ou de ebonite.
O
fio indutor tem pequeno comprimento, 30 a 50 metros, ao passo que o induzido
poderá ter o comprimento de kilometros. Os comprimentos do induzido
variam, porém, considerávelmente segundo as dimensões
das bobinas. O núcleo de ferro macio é constituido por feixe
de fios de ferro isolados em todo
o seu comprimento, cujas extremidades são constituídas por
armaduras de ferro macio. Evita-se deste modo a produção
das correntes de FOUCAULT,
que são nocivas ao bom funcionamento do aparelho. Como as correntes
induzidas se desenvolvem quando a corrente indutora começa ou acaba,
estes aparelhos são munidos de um interruptor que, automáticamente
interrompe e restabelece a corrente indutora com grande rapidez, dando
lugar ao desenvolvimento do mesmo número de correntes induzidas
alternativas. As relações de tensão e numero de espiras
das bobinas primária e secundária é dado pela expressão:
Em
virtude da " self induction" - Auto-Indução - as correntes
induzidas de ligação e ruptura têm tensões desiguais,
manifestando-se por FAÍSCAS
mais ou menos extensas apenas as que correspondem à ruptura ou abertura
do circuito primário por terem mais elevado potencial. O comprimento
máximo da faísca ou chispa de uma bobina, diz-se distância
explosiva da bobina. Para fazer cessar a corrente indutora ou para
mudar o sentido no fio indutor, a bobina é acompanhada de um acessório
chamado COMUTADOR - (Lâmina vibratória, contatos de platina,
capacitor). Quase todas as Bobinas de Ruhmkorff são ainda acompanhadas
de capacitores para atenuar os efeitos extracorrentes. O capacitor em "
bypass" com os terminais dos contatos de platina visam protegê-los
para que não se queimem. O capacitor em paralelo com o circuito
primário age no sentido de prover uma rápida desmagnetização,
no momento que o circuito de alimentação se abre. Os grandes
modelos são constituidos por uma série de bobinas muito curtas,
com o mesmo eixo e isoladas por discos de ebonite. Esta disposição
é vantajosa para evitar as faiscas interiores que inutilizam as
bobinas. A Bobina de Ruhmkorff produz efeitos mecânicos, físicos,
químicos e fisiológicos.
Uma outra maneira
de alternar o D.C.
BOBINA DE TESLA
Um outro meio de produzir
faiscas é utilizando a bobina de Tesla, só que a tensão
de entrada é uma tensão de forma de onda senoidal.
Utilizei algumas
figuras nesta página com permissão do Prof.
Luiz Ferraz Netto, cujo site é: www.feiradeciencias.com.br
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