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Este artigo destina-se a estudantes que desejam saber um pouco a respeito de Landell de Moura e sua obra como cientista e para alguns físicos, com pomposos títulos de Phd à frente de seus nomes, mas que nada sabem, que nada estudaram sobre Landell de Moura e que as vezes atuam até como julgadores de trabalhos que devam ou não ser publicados em revistas de física e que emitem pareceres preconceituosos os mais absurdos e que para algumas pessoas menos avisadas ainda gozam do crédito de serem "bons" estudiosos da História da Ciência.
O "rigorismo" que aplicam sobre aquilo que julgam não aplicam a si mesmos na hora de falar tanta bobagem. Ignoram completamente o trabalho de demonstração do funcionamento de seus aparelhos feito no exterior e aqui no Brasil,ignoram as réplicas de seus aparelhos que foram construidas e que funcionaram, atribuem a aqueles que escrevem algo sobre Landell como se fossem simples manifestações de nacionalismo sem nenhuma fundamentação científica querendo substituir o nome de Marconi pelo de Landell de Moura. Enfim utilizam o artificio da desqualificação.
Entretanto na hora em que se lhes apresenta um circuito de uma das invenções de Landell, são incapazes de dizer sobre o ponto de vista elétrico ou eletrônico de enunciar: Isto aqui não pode funcionar por esta ou aquela razão, porque se encontram um contestador com conhecimentos à altura, ficam totalmente sem argumentos. A fragilidade de seus conhecimentos fica evidenciada. Como se não bastasse as estulticies proferidas por um, chamam a outro para chancelar as besteiras ditas pelo primeiro.
Para fazer uma análise criteriosa é preciso ser um especialista.Tudo o que sabem dizer é: "Pelos conhecimentos que se tem da Física, isto não pode funcionar - (Têm a presunção de saber o suficiente sobre física) - falam da Física como se soubessem tudo o que dela já se sabe, conquanto não estejamos aqui a desprezar aquilo que de fato possam saber. Não tem nenhuma humildade para se conter nos limites sobre o que de fato possam saber. Não entram em detalhes porque são incapazes de fazê-lo. Se algum desses estiver lendo isto aqui e serviu a carapuça me escreva: bvalumbrosius@yahoo.com.br e vamos discutir o assunto. Falo até com os falsos rigoristas e preconceituosos desde que sejam mínimamente inteligentes e tenham um mínimo de preocupação com a ética.
Conheço muita gente que é bom de papel. São " bons" para falar sobre teoria, não implicando com isso que a conheçam. Peça-lhes para pegar uma ferramenta e não sabem por onde segurá-la, mas falam sobre ela...são tão desajeitados que deixam-na cair ao chão, e não se diga que não sabem resolver uma equação diferencial ou uma integral para mostrar o quanto são "capazes"e das proezas que seus intelectos podem realizar. Resolvem porque são treinados para isso.
Se lhes dermos uma vassoura para varrer o laboratório onde "trabalham" - provávelmente se sairá melhor o homem da limpeza - porque faz isso todos os dias...procura fazê-lo bem, e porque é humilde naquilo que faz, não excede o limite do que lhe é pedido: Varrer o laboratório. Se a um sapateiro lhe é pedido para analisar um quadro onde aparece alguém com o sapato que fez, que não vá além dos sapatos...!!
Se a um desses metidos "doutores" lhes for perguntado sobre um conceito... aí... pronto.. o caldo entorna...acabou, até falam... mas percebe-se que de fato não o assimilaram, repetem o que leram, dando a falsa impressão que sabem. Um inquiridor arguto perceberá o que de fato sabem e o que não sabem, e onde está um papagaio a repetir frases. Dêm-lhes um problema de natureza prática para resolver e aí enrolam-se todinhos. Patinam... não saem do lugar, falam.. falam sobre tudo, menos o que interessa, falam porque querem impressionar, para esconder o que não sabem!
Parece que um douto amigo meu tem alguma razão quando diz: "Os que sabem FAZEM e os que não sabem ENSINAM". Não chego a tanto. Não generalizo... por que tem muita gente boa ensinando - mas que no fundo ele tem alguma razão.. lá isso tem. Dado o recado, vamos saber um pouco sobre Landell de Moura. Os estudiosos que realmente tem preocupação com a História da Ciencia e que de fato se preocupam com o rigor científico, que desejarem estudar Landell e sua obra, peçam ao menos do Departamento de patentes nos Estados Unidos os esquemáticos e os Memoriais Descritivos de seus aparelhos e que os estudem para valer, antes de emitirem qualquer parecer menos esforçado e preconceituoso.
Quando não entenderem algo procurem um capaz engenheiro especialista em telecomunicações - não preconceituoso - preferívelmente estudioso dos primeiros "Wireless" e consultem-no sobre eventuais dúvidas que possam surgir.. Afinal isto é uma especialidade. Não é suficiente ser um especialista em generalidades. Humildade faz bem a qualquer ser humano e é uma característica dos que já avançaram no conhecimento um pouquinho, socorrerem-se de alguém que sabe mais. Já houve muita gente no passado com reconhecida capacidade técnica que se debruçou sobre estes estudos e verificou a importância do trabalho de Landell como um pioneiro das Telecomunicações.
Poderão também estes pesquisadores, para que se tornem dignos do nome, viajar até Porto Alegre, às suas expensas, se forem idealistas, ou se conseguirem alguma verba onde "ensinam", ir até o IHGRS e compulsarem os documentos originais para análisá-los. Calem um pouco a boca prolixa, inculta e desinformada, enfiem a mão nesses bolsinhos costurados e regulados - gastem alguma grana para uma boa finalidade, pedindo pelos menos esses documentos.
Depois disso estudem e muito.Quando disserem algo, digam algo que valha a pena! Não digam algo para externar toda a vaidade vazia que são portadores! Encham-se de alguma substância. Publiquem o que estudaram e que conclusões chegaram e que tenham a coragem de se exporem e que se submetam às críticas, para que suas conclusões sejam cotejadas com as de outros que estudaram a matéria.Depois de tudo isso talvez possam se atrever a ensinar! (sem as aspas).
Finalmente, considere-se que
um inventor ainda que não tenha freqüentado os bancos de uma
escola superior é capaz de produzir coisas que o mais renomado dos
teóricos em Física as vezes não é
capaz de produzir. Veja o caso de Thomas Alva Edson era apenas um prático
com muita criatividade e honestamente
muito esforçado! Para ele fez-se a LUZ! Que bom teria sido
a ele ter um físico teórico para dizer que tipo de filamento
usar nas lâmpadas para que não queimassem
com tanta freqüencia!
Edson prescindiu dessa ajuda e saiu-se muito bem.
Tivesse submetido seus projetos
a um desses analistas teóricos "rigorosos...." teria a resposta
de que isto não funciona... Isto jamais vai funcionar à luz
dos conhecimentos de Física!. À Goddard também disseram
que os seus foguetes não poderiam navegar no "vazio" do espaço...porque
isto era contrário às leis da Física...Riram
dele! - Goddard riu melhor - estava no conceito deles na última
fileira, e segundo o ditado popular: Ri melhor quem ri por último"
- Goddard estava na vanguarda e isto não viam os míopes
físicos doutores, cheios de empáfia... donos da verdade!
Bom.. Nada contra os físicos.. hein... Venerados são muitos
nomes a quem devemos permanentemente prestar nossos tributos! - Até
mais ver - Newton,Coulomb,
Faraday - (O discriminado pelos narizes empinados
da época... imagine... começou como insignificante tipógrafo...),
Maxwell, Hertz,
Tesla!!Chega! É o suficiente.
Se você quiser baixar
os arquivos que estão logo a seguir sob a forma de .doc para ter
uma melhor impressão clique aqui:
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Era dotado de uma grande
vocação científica e a par desse atributo, tinha um
grande sentimento religioso. Atendendo à vontade de seus pais IGNACIO
JOSÉ FERREIRA DE MOURA e SARA MARIANNA LANDELL DE MOURA, foi para
ROMA, junto com seu irmão GUILHERME LANDELL DE MOURA e matriculou-se
em 22 de Março de 1878 no Colégio Pio Americano para estudar
Teologia, tendo se formado padre em 28 de Outubro de 1886.
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O que você vê
aqui é o telefone sem fio de Landell de Moura. O aparelho é
dividido em 3 câmaras. Na primeira câmara à esquerda
há uma superfície parabólica espelhada, sendo que
no foco desta superfície parabólica está uma possante
fonte de luz obtida através do curto-circuito entre dois reóforos
inseridos em um circuito de corrente contínua.
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Esta é mais uma invenção
de Landell de Moura: O Transmissor de Ondas. A grande diferença
entre a invenção de Marconi e Landell é que este buscou
desde o início a transmissão direta da palavra. Este aparelho
buscava isto. No telefone sem fio visto anteriormente isto foi conseguido
plenamente com grande fidelidade de pureza do som. No entanto havia um
limitante que era a distância entre os aparelhos, pois estes deveriam
estar em linha reta, sem obstáculos à frente.
Neste transmissor de ondas a informação era irradiada em todas as direções. O aparelho é de concepção simples mas muitíssimo engenhosa, já que rigorosamente o que Landell fez foi colocar no lugar da Chave Morse um microfone fonético de sua invenção.
O aparelho era constituído
do Microfone Fonético – a bobina de Ruhmkorff, em cujo enrolamento
secundário estava associado duas esferas centelhadoras e uma antena.
O Microfone Fonético
era acionado pela voz do locutor. Ao ser introduzida através do
bocal visto na figura, um diafragma sensível era posto a vibrar
pela ação da pressão acústica da voz. Estas
vibrações fechavam um contato que ligavam eletricamente ao
primário da bobina de Ruhmkorff um transformador de monitoração
de sinal da voz do locutor.
O abrir e fechar destes
contatos através da ação do diafragma na cadência
da voz do locutor, provocavam pulsos de alta tensão no secundário
da bobina de Ruhmkorff que podiam ser irradiados através do centelhador
ou antena.
Naturalmente que a voz assim
irradiada não portava as características de TIMBRE da voz
do locutor. Assim seria impossível identificar por exemplo se o
locutor era um homem ou uma mulher, pois tudo o que a chave fazia era fechar
ou abrir um contato na cadência, ou na freqüência da voz.
Só após algum
treino é que se podia perceber o conteúdo das mensagens.
O monitoramento do sinal era necessário para fazer reajustes das
distâncias da agulha de contato com o diafragma pois o material se
desgastava com as sucessivas descargas elétricas.
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Aqui vemos com mais detalhes construtivos o transmissor de ondas: Observe o bocal C por onde se introduzia a voz em uma câmara de Ressonância 1. Observe que o diafragma “a” ao ser colocado em vibração pela pressão acústica da voz, fechava contato com a ponta da agulha “b2”, fechando o circuito do primário da bobina de Ruhmkorff. A corrente elétrica passando pela Bobina “d” , induzia no secundário “D” uma força eletromotriz, sendo este o sinal de monitoramento de como estava operando o contato. O dielétrico dos capacitores G e G’ era feito de vidro.
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Observa-se aqui nesta figura com maiores detalhes
o coesor-descoesor de Branly. Ao coesor cabia a função de
agregar, de juntar as partículas de limalha de ferro ou alumínio,
permitindo continuidade entre seus terminais – e ao Descoesor cabia a função
justamente oposta, a função de desagregação
para deixar o coesor pronto para receber o próximo sinal.
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Verificamos aqui a existência
de três módulos. O primeiro módulo à direita
da figura é o módulo da Reprodução Fonética
dos Sinais Telegráficos. Logo mais à esquerda vê-se
o detector constituído pelo coesor e o descoesor. Na extrema esquerda
está o módulo do registrador Morse. Analisemos o funcionamento
destes circuitos.
Quando chega um sinal eletromagnético à antena, os materiais magnéticos contidos no coesor se alinham de tal modo que os terminais “a” e “b” em 50, são postos em curto circuito. Com isso o terminal positivo da Bateria (58) alimenta o ponto (46) que de acordo com a posição mostrada pela chave (52) fará soar a campainha (60) avisando o operador para iniciar a recepção dos sinais.
O operador então muda a posição da chave (52) para a posição (53) alimentando o circuito de reprodução fonética dos sinais telegráficos. Verifique que mudando as chaves (62) e (52) convenientemente o Registrador Telegráfico pode ser colocado em funcionamento para registrar as mensagens telegráficas em fita.
Quando se extingue o pulso,
o rele (55) – (descoesor) – não fica mais atracado e ao voltar à
sua posição normal, faz com que o PERCURTOR a ele acoplado
dê uma leva batida no coesor fazendo com que os termi8nais (a) e
(b) fiquem abertos novamente e preparados para receber um novo pulso e
assim sucessivamente.
Bom... mas e o reforçador
acústico como opera? Vamos a ele: Quando o primário do transformador
(64) recebe energia na presença de um pulso porque o coesor permitiu
isto – haverá a indução de um pulso no secundário
do transformador onde está associado uma bobina à um diafragma
que vibrará muito fortemente.
As vibrações desse diafragma fazem com que a coluna de ar no interior desse dispositivo – fique alternadamente comprimida e rarefeita e essa pressão exercerá no carvão contido no circuito série do primário uma variação de resistência que ocasionará também uma variação da intensidade de corrente elétrica. Com isso essa variação de corrente induzirá um novo pulso no secundário do transformador reforçando a vibração. É um processo regenerativo. Segundo descrição de Landell os sons obtidos assemelham-se ao sons de uma flauta, emitidos com duração curta representando o ponto e outro mais longo representando o traço do código Morse.
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Para facilitar o entendimento do funcionamento de como operam os circuitos de transmissão e recepção de telegrafia de Landell de Moura, indicamos sobre este desenho original apresentado ao Departamento de Patentes dos Estados Unidos, as funções de cada parte do circuito.
Subindo e mais à
esquerda temos o circuito de transmissão telegráfica, via
ondas eletromagnéticas, composto da bobina de Ruhmkorff e da chave
Morse. Com o abrir e fechar da chave Morse utilizando pontos e traços
convenientemente de acordo com este código far-se-á a transmissão
de qualquer mensagem alfanumérica.
Mais à esquerda temos o circuito detector de telegrafia e o registrador Morse.
Landell introduziu aqui um meio de amplificar os sinais acústicos telegráficos, obviamente sem utilizar válvulas, pois elas ainda não existiam. Os detalhes de funcionamento deste amplificador acústico serão dados mais adiante.
Temos aqui então
o Coesor de Branly, devidamente acompanhado de um descoesor elétrico.
Aqui é que se dá o registro da passagem de um pulso eletromagnético.
Funciona como um detector de Uns e Zeros se chamarmos de Zero o PONTO do
código Morse e se chamarmos de Um o TRAÇO do código
Morse. O detalhe em verde no canto superior direito mostra um refletor
parabólico colhendo os sinais de luz transformados em som. Vê-se
aqui que o código poderia ser detectado através da visão
e também eletricamente, quando utilizada a ampola de Crookes.
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No canto esquerdo da figura
temos o circuito de transmissão de telegrafia via ondas eletromagnéticas.
Observe a posição da chave Morse. O abrir e fechar da chave
Morse com uma duração curta para representar o ponto e uma
duração longa para representar o traço produz pulsos
que são irradiados para o espaço.
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Observe agora o circuito à direita da figura. Veja a chave Morse colocada no primário da bobina de Ruhmkorff. O abrir e fechar do circuito do primário induzirá pulsos de alta tensão no secundário da bobina, que provocará ionização de gás contido na ampola de Crookes. Esses lampejos assim obtidos, de duração curta e um pouco mais longa, poderão ser detectados visualmente ou “ouvidos” através do detector de som através da luz emitida estando acionado o circuito de detecção de luz.