Quando ROBERTO LANDELL DE MOURA em 1901 partiu com destino aos Estados Unidos com o intuito de patentear seus aparelhos imaginava que sua estada no país do norte seria aproximadamente de uns seis meses. No entanto os técnicos da U.S.Patent Office em Washington exigiram que fosse construídos os protótipos de seus aparelhos e que fosse demonstrado que efetivamente funcionavam segundo as descrições contidas nos memoriais descritivos. LANDELL não levou os aparelhos que já tinha construido pois simplesmente segundo os registros dos livros eles teriam sido destruidos por uma leva de incultos fanáticos que o viam como alguém que tinha parte com o demonio...Isso acabou por tomar muito mais tempo, pois sabemos que as patentes só foram conseguidas em 1904.
BOB LOCHTE, (Department of Journalism and Mass Communications) professor universitário na Murray State University no Kentucky, que pesquisa os primeiros inventores interessados na transmissão sem fio, interessado em LANDELL DE MOURA, e que teve acesso a todos os papeis envolvidos na obtenção das patentes de LANDELL, no U.S.Patent Office, em Washington, fala sobre a questão da demora dos 4 anos para a obtenção das patentes. Ele diz que à aquela época tomaria a um novo inventor como LANDELL que não estava familiarizado com a lei de patentes norte americana, o tempo de um ano.
Ao redor de 1900 os examinadores de patentes estavam familiarizados com eletrônica básica, telégrafo e telefone, e circuitos de sem fio, por que já tinham visto outros pedidos de patentes. Assim os examinadores questionaram detalhadamente LANDELL para que demonstrasse como seu sistema funcionava e mais do que isso demonstrasse que era ÚNICO, ou seja que não existia outro igual, que era diferente dos que possivelmente existisse.Tudo o que ele tinha que fazer era demonstrar que seus aparelhos diferiam dos de TESLA, MARCONI... entre outros nomes importantes.
Ele não pôde responder imediatamente a esse questionamento porque como dissemos já não dispunha mais dos aparelhos construidos. Outro detalhe interessante dessa história é que à epoca muitos inventores se lançaram ao trabalho de desenvolver outros sitemas com o mesmo propósito em todo o mundo, assim o U.S.Patent Office foi exigente ao máximo.
Ainda assim LANDELL persistiu por que sabia que sua idéia era ÚNICA. Diz também o prof. Lochte que inicialmente ele perdeu dois anos por problemas de saúde. Ele contraiu pneumonia e bronquite e seu médico recomendou a ir para Cuba para tratamento. Com relação aos transmites dos papéis para a obtenção das patentes, conta que o primeiro advogado que foi contratado não teve um bom desempenho, pois sua primeira tentativa não foi aceita pelo Departamento de Patentes. Assim LANDELL contratou um segundo advogado, que aconselhou-o a dividir sua proposta em duas outras e mais tarde em tres, com o objetivo de conseguir pelo menos uma. Sabemos que conseguiu as tres.
Há um ponto interessante sobre o arquivo do "Wireless Telegraph" patente (#775.846). O examinador de patente inicialmente negou seu pedido porque tres de suas reivindicações segundo sua interpretação estavam em conflito com a patente de MARCONI - U.S.Pantent (#586.193).
Neste ponto em Março de 1902, LANDELL novamente contratou outro advogado e este recomendou que reformulasse seu pedido com outra redação afim de que fosse eliminado os conflitos com a patente de MARCONI. Se LANDELL ainda tivesse seu original Transmissor e Receptor de Ondas, tivesse suas notas, ou declaração juramentada de testemunhas ele poderia ter tentado provar sua prioridade sobre a patente de MARCONI sobre a lei de patentes americana.
Isto teria tornado sua patente muito mais valiosa. Como LANDELL não pôde seguir este caminho, pelas razões já apontadas, os acontecimentos tiveram outro curso. E pensar que ele já tinha isto desde 1893...
Faz algum tempo fui procurado por um jovem que
está fazendo uma pesquisa detalhada sobre inventores nacionais injustiçados -
Rodrigo Moura Visoni - do Rio de Janeiro. Para que ele pudesse se inteirar desta
particularidade da estada de Landell em Cuba, para tratamento de saúde, por
ocasião em que estava pleiteando suas patentes, dei-lhe o endereço eletrônico do
Prof. Bob Lochte, com o qual trocamos muitos e-mails por ocasião da pesquisa
deste sobre Landell.
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Rodrigo Moura Visoni manteve contacto então com o
professor Bob Lochte que então lhe enviou os documentos relativos a este fato
que não vi registrado nas biografias de Landell e que por agora ter os
documentos em mãos, gentilmente enviados por Rodrigo publico-os com sua
autorização verbal.
*Rodrigo Moura Visoni, jovem de apenas 20 anos recentemente ganhou um prémio de uma emissora de Televisão (Uma viagem para Portugal), por um trabalho feito sobre o padre Bartolomeu de Gusmão.
Revisão em 06-10-2007:
"Rodrigo tem se dedicado a estudar e divulgar
Santos Dumont através de escritos em várias revistas nacionais e internacionais
e ganhou em 2006 o prêmio de uma viagem a Paris em um concurso nacional. A
viagem ocorreu de 26 de junho a 2 de julho de 2007. Ele foi o vencedor no Estado
do Rio de Janeiro. Nós nos congratulamos com ele por mais esta vitória."
Ana Carla
Carneiro Rio (Imperatriz - MA), Laise Ferreira Guedes (São Paulo - SP), Mário
Carlos de Liz Moura (Pouso Alegre - MG), Rodrigo Moura Visoni (Rio de Janeiro -
RJ) e Rui Braun (Curitiba - PR) terão a oportunidade de conhecer os locais das
primeiras experiências que Santos-Dumont realizou na cidade. Eles também
cumprirão uma programação cultural e turística na capital francesa. A viagem
durará cinco pernoites e inclui passagem aérea e hospedagem com café da manhã.
Cada estudante receberá uma ajuda de custo de 30 euros por dia, num total de 150
euros (cerca de R$400). As redações dos jovens selecionados poderão ser
conferidas na coletânea do concurso. No livro também estarão os textos dos
outros 45 estudantes melhores colocados. As datas do lançamento do livro, que
acontecerá em Brasília, e a do embarque dos cinco universitários para Paris
serão divulgadas em breve e poderão ser consultadas na Folha Dirigida Online.
14-Bis: textos serão compilados em livro Alberto Santos-Dumont, o primeiro homem
a voar com um avião, foi homenageado de diversas formas neste ano do centenário
do vôo do 14-bis. Exposições, mostras científicas e atividades colegiais não
esqueceram o feito pioneiro deste brasileiro. O Ministério da Ciência e
Tecnologia, o Ministério da Educação, a Comissão Interministerial do centenário
do vôo do 14-bis e a Folha Dirigida resolveram homenagear Santos-Dumont
incentivando o resgate de sua história através da produção de textos no Concurso
de Redação para Universitários. O prêmio para os cinco vencedores do concurso é
a viagem para Paris, local onde o primeiro vôo com um avião aconteceu sob o
comando de Santos-Dumont. Os jovens poderão passear pelo Campo de Bagatele, onde
foi realizado o primeiro passeio aéreo do avião construído e idealizado pelo
brasileiro. Para participar do concurso, os jovens tiveram de apresentar uma
redação com, no mínimo, 60 e, no máximo, 80 linhas. Os estudantes também deviam
incluir as fontes consultadas e a bibliografia utilizada, para a produção do
texto. As redações foram avaliadas de acordo com a criatividade, conteúdo,
originalidade, clareza no desenvolvimento das idéias, correção do texto e a
precisão dos dados. Das 37.247 redações enviadas de todos os estados para o
concurso foram pré-selecionadas as 100 melhores redações, em 14 de setembro.
Destes 100 textos foram escolhidos os 50 melhores, que serão publicados em uma
coletânea com a opinião dos universitários brasileiros sobre Santos-Dumont, e
dos quais selecionaram as cinco vencedoras. Folha Dirigida
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