Por questão de economia de espaço, mostramos a parte inicial da matéria escaneada da Revista Antenna e a sequência transcrita de seu conteúdo. Aqui o engenheiro Nicolas Dachin nos conduz a refletir sobre o fato de que o rádio não foi fruto do trabalho de um homem só, mas de muitos dedicados homens de ciência. Justiça se faça a todos que a merecem...e não a um só homem...
Todos povos escrevem sobre suas figuras históricas de grande expressão com muito orgulho, não deixam cair no esquecimento as datas comemorativas de seus feitos, aqui fazemos o mesmo com o nosso sacerdote-cientista ROBERTO LANDELL DE MOURA, e apenas reivindicamos o lugar que lhe cabe na história das telecomunicações e aqui é mostrado o que alguns dos cientistas preocupados com o desenvolvimento das comunicações fizeram.
Se estivessesmos preocupados com quem fez o que e em que datas os registros são claros: Em 06 de junho de 1900 Landell de Moura fez uma transmissão da palavra humana articulada com a presença da imprensa registrando o fato e a presença de autoridades na época incluindo o consul britânico em São Paulo, P.C.Lupton, isto para dizer o mínimo já que são feitas referências às datas de 1893, época em que isto já foi conseguido, já com fonia, mas que alguns questionam. Recordemos que é consignado à Marconi em 1895 sómente a telegrafia utilizando o Código Morse e não fonia.
A seguir o registro da segunda transmissão da palavra humana deu-se em 25 de Dezembro de 1900, feito consignado ao Canadense-norte-americano Reginald Aubrey Fessenden. Tem-se inclusive a gravação de suas palavras.
A Suprema Corte dos Estados Unidos não deu ganho de causa ao processo "MARCONI WIRELESS TELEGRAPH COMPANY OF AMERICA v. UNITED STATES" - OCTOBER 1942.
Isto mostra que apesar de em geral na história do rádio um nome só ser lembrado, aqui os norte-americanos quando a questão envolvia consequências econômicas não fizeram coro nessa concordância.
Eis aqui a sómente primeira página do processo que
a "MARCONI WIRELESS TELEGRAPH COMPANY OF AMERICA" moveu contra os Estados
Unidos pleiteando o reconhecimento da invenção e que não
teve ganho de causa. Por economia de espaço mostramos sómente
a primeira página, pois o documento é muito longo.
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Bom, depois deste breve intróito vejamos a matéria
que foi publicada na REVISTA ANTENNA N.39 DE
JAN/FEV - 1969, escrito do Eng.Eletrônico-eletricista NICOLAS
DACHIN.
O texto foi mantido na íntegra e algumas fotos foram acrescentadas.
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Na oportunidade em que se encontra em execução o mais completo e atualizado Plano de Telecomunicações de âmbito nacional, destinado a ser um dos principais pilares, a condição básica a infraestrutura do desenvolvimento e progresso do país, seria lógico e oportuno voltar nossas vistas ao passado, às origens das telecomunicações em geral e principalmente ao que foi feito no Brasil neste importante setor.
Falta esclarecer importantíssimos fatos históricos relacionados com as origens das telecomunicaçoes, com a telegrafia e telefonia sem fios em particular, bem como com a ciência eletrônica em geral. Como se sabe, a história só poder ser escrita pelo menos cinqüenta anos após os acontecimentos. Assim, já estamos no tempo justo para colocar as coisas em seu devido lugar.
Quem foi o inventor das radiocomunicações?
Eis uma pergunta um tanto simplista,
além de ingênua. Da mesma maneira pode-se perguntar: quem
foi o inventor das telecomunicações? Ou ainda: quem foi o
inventor da eletricidade?
Alguém arriscaria mencionar um nome como sendo "o inventor", "o pai" da eletricidade? Com certeza ninguém se atreveria a tanto, pois para todos está mais do que claro o fato de que tanto na eletricidade como nas telecomunicações, seja a curta ou a longa distância, com ou sem fio, poder-se-ia citar dezenas ou mesmo centenas de nomes de respeitáveis cientistas, físicos, pesquisadores e descobridores que de uma ou de outra maneira contribuiram, cada um em seu setor, para a evolução dos nossos conhecimentos.
Os trabalhos de cada um deles estão intimamente ligados aos trabalhos de seus antecessores e não podem ser considerados isoladamente.
No que diz respeito ao descobrimento das radiocomunicações, ainda persiste uma lamentável confusão generalizada, devido ao fato que muitas publicações relacionadas com o assunto e até a maioria dos dicionários existentes, de cuja idoneidade ninguém ousaria duvidar, dão uma resposta categórica, porém sem justificativas válidas nem bem fundamentadas.
No caso das
telecomunicações, existe um evidente exagero ao se mencionar
o nome de Guglielmo Marconi
como o inventor, "o pai"
do rádio. Tal afirmação levanta uma onda de protestos
e reclamações sôbre a prioridade em muitos países
inclusive no Brasil.
Poucos brasileiros
têm conhecimento dos trabalhos do Padre Roberto Landell de Moura,o
primeiro radioamador do mundo, (Eletrônica Popular, nov/dez
1967) e um dos indiscutíveis pioneiros das telecomunicações,
não só no Brasil, mas no mundo inteiro, como prova o escritor
Ernani Fornari no seu livro "O incrível Padre Landell de Moura",
da Editôra
Globo, 1960, e que cita a seguinte publicação do "Jornal
do Comércio" de
São
Paulo, datada de 10 de junho de 1900:
"No domingo
próximo passado, no Alto de Sant'ana, cidade de São Paulo,
o padre Roberto Landell de Moura fêz uma experiência particular
com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de
demonstrar algumas leis por êle descobertas no estudo da propagação
do som, da luz e da eletricidade através do espaço, da terra
e do elemento aquoso, as quais foram coroadas de brilhante êxito.
Estes aparelhos eminentemente práticos são como tantos corolários,
deduzidos das leis supracitadas.
Assistiram
a esta prova, entre outras pessoas, o Sr. P.C.P.Lupton, representante do
Governo Britânico, e sua família".
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Sôbre um de seus aparelhos, o "Anematófono", a nosso ver o mais engenhoso e o mais interessante, o próprio padre escreveu o seguinte:
"O anematófono é um aparelho com o qual, sem fio, obtêm-se os efeitos da telefonia comum, porém com muito mais nitidez e segurança, visto funcionar ainda mesmo com vento e mau tempo. É admirável êste aparelho pelas leis inteiramente novas que revela, como, outrossim, o que se segue: O teletiton, sorte de telegrafia fonética com o qual, sem fio, duas pessoas podem se comunicar, sem que sejam ouvidas por outra. Creio que com êste meu sistema poder-se-á transmitir, a grandes distâncias e com muita economia, a energia elétrica, sem que seja preciso usar-se de fio ou cabo condutor."
Patente
Brasileira n.3279 ano 1900, para um aparelho apropriado a transmissão
da palavra à distância, com ou sem fios, através do
espaço, de terra e da água. De autoria Roberto Landell de
Moura. O padre Landell de Moura construía e demonstrava seus engenhosos
aparelhos de comunicações, tanto telegráficos como
telefônicos, justamente na época em que o telefone com fio
era a grande novidade em aplicação nos grandes centros europeus
e americanos. O telégrafo ja era bastante usado e conhecido, porém
o "telégrafo sem fio", era uma novidade total mesmo nos meios
científicos europeus ou americanos. O "telefone sem fio"
usando como onda portadora um raio de luz ou outra vibração
eletromagnética, era uma idéia totalmente original e cuja
prioridade pertence indiscutívelmente ao brasileiro Landell de Moura.
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Hoje examinando
os esquemas, circuitos e descrições dos aparelhos do incrível
padre Landell, surpreende a sua engenhosidade ou mesmo a sua genialidade,
absoluta segurança de julgamentos sôbre as próximas
e futuras possibilidades das comunicações por ondas eletromagnéticas.
Em seus aparelhos, o padre Landell fêz uma mistura e combinação
de todos os principios de comunicações já conhecidos
e ainda desconhecidos, não só pelos especialistas, mas mesmo
pelos próprios cientistas da época.
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Nestes aparelhos
aparecem:
a. as principais
peças de telefonia por condutores como microfone a carvão,
fone (receptor magnético), bobina de indução, campainha
de chamada, registrador telegráfico a fita, manipulador telegráfico,
oscilador acústico para telegrafia sonora ou para chamada, etc.
b. as principais peças do telégrafo sem fios por ondas eletromagnéticas amortecidas como: um circuito oscilador formado por bobinas de Ruhmkorff com capacitor e centelhador, ligados de um lado à terra e d'outro a um irradiador.
c. um oscilador de ondas eletromagnéticas amortecidas para alimentar um tubo de Crookes como fonte de raios catódicos e ultravioletas localizada no foco de um refletor parabólico.
d. um arco voltaico com filtro de quartzo para a produção de raios ultravioletas e sua canalização ou orientação para um determinado ponto por intermédio de um refletor parabólico. O sistema de modulação destes raios era feito por um dispositivo acústico.
e. na recepção das oscilações eletromagnéticas foi usado um "coesor" de Branly e na recepção das oscilações acústicas uma célula de selênio em vácuo, em série com um fone ou receptor magnético e uma bateria.
f. um telescópio, uma bússola e um nível para a devida orientação e focalização do aparelho.
É toda
uma "pirâmide", um acúmulo de dispositivos de destinos mais
variados, harmoniosamente combinados entre si com a finalidade de permitir
comunicações telegráficas-telefônicas sem fios.
Os trabalhos do padre merecem ser estudados com toda a atenção
e seriedade. Os aparelhos deveriam ser reconstruídos, experimentados,
comentados e posteriormente expostos num museu de telecomunicações.
Suas originais idéias ainda não foram examinadas e estudadas
a fundo e deveriam ser objeto de pesquisas num laboratório de física,
visando aplicações práticas no campo das telecomunicações.
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O mesmo Transmissor de Ondas em outra representação |
Ano 1873 -
JAMES CLERK MAXWELL, professor de física na Universidade
de Cambridge, baseado em raciocinio matemático anuncia uma teoria
provando que a LUZ e o CALOR são formas de vibrações
eletromagnéticas, diferençando-se tão sómente
pela longitude de onda e prevendo e a existência de vibrações
análogas, porém de maior longitude de onda e ainda não
descobertas. Maxwell deu as principais características das vibrações
eletromagnéticas e também a sua expressão matemática,
válida até hoje e conhecida como "equações
de Maxwell".
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Ano de 1885
- HEINRICH RUDOLPH HERTZ, físico alemão, mostrou práticamente
a existência de energia prevista por Maxwell em forma de ondas eletromagnéticas.
Estas ondas passaram a ser chamadas "ondas hertzianas". Hertz usou como
gerador das oscilações eletromagnéticas uma bobina
de Ruhmkorff e como receptor um anel com duas bobinas separadas em 1/5
mm entre si, confirmando experimentalmente, as previsões de Maxwell
sôbre onidiretividade da propação das ondas, suas propriedades
de reflexão, refração e polarização.
Por meio de dispositivos engenhosos, Hertz determinou a velocidade de propagação
e a longitude das ondas eletromagnéticas geradas por seu aparelho.
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Ano 1890 -
EDUARDO BRANLY , físico e acadêmico francês,
idealisou o "COESOR", o primeiro detector de oscilações
eletromagnéticas , de sensibilidade suficiente para possibilitar
a construção dos primeiros receptores de rádio de
aplicação prática.
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Ano 1892 -
Sir WILLIAN CROOKES ,físico inglês, construiu o tubo
de raios catódicos de dois eletrodos e previu, na revista "Fortnightly
Review", a possibilidade de emprêgo das ondas eletromagnéticas
para transmissão de sinais.
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Ano 1893 -
NICOLAS TESLA, físico iugoslavo, pronunciou uma conferência
em Londres sôbre a possibilidade de construir geradores rotativos
de corrente de alta freqüência de grande potência, para
transmissores de radiotelegrafia.
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Ano 1894 -
Sir OLIVER LODGE,físico inglês analisou na revista
"The Eletrician", os vibradores de ondas hertzianas e suas características
de amortecimento; descreveu suas próprias experiências e dispositivos
usados para transmitir e receber sinais a várias dezenas de metros
de distância.
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Ano 1895 -
ALEXANDRE POPOFF, físico russo, realisou as primeiras demonstrações
públicas com seu transmissor e receptor, aplicando o "coesor" de
Branly. No ano seguinte,numa conferência pública, recebeu
o primeiro radiograma transmitido por seu assistente que se encontrava
num outro prédio da Universidade de St. Petersburgo. O telegrama
constava de duas palavras: "Heinrich Hertz".
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No mesmo ano,
na Itália, o jovem Guglielmo Marconi, de 21 anos de idade, discípulo
do professor de física AUGUSTO RIGHI, que se destacou e ficou
conhecido no mundo científico por suas experiências com as
ondas hertzianas, aperfeiçoando ainda os aparelhos usados por Hertz
- pesquisava. Marconi e Righi também chegaram a aplicar em suas
experiências o "coesor" de Branly e os aparelhos semelhantes usados
pelo professor POPOFF.
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Ano 1896 - GUGLIELMO MARCONI, chegou a Londres onde requereu uma patente do transmissor e receptor de radiocomunicações, recebendo-a. No ano seguinte seguiu, seguiu para Nova York onde repetiu com êxito a mesma manobra. Ainda em Londres foi fundada com sua ativa participação a Companhia Marconi, com o fim de explorar comercialmente, as patentes do "inventor". A referida companhia, sendo uma organização exclusivamente comercial, fundada com fins lucrativos, possibilitou um rápido aproveitamento do nôvo sistema de comunicações, popularizando e divulgando o interêsse pelas radiocomunicações em geral. Neste sentido não podem, sem dúvida alguma, ser negados grandes méritos a Guglielmo Marconi pelo seu pioneirismo e sua inteligência no aproveitamento das possibilidades.
É uma verdade bem conhecida que os cientistas, os professores universitários são refratários no que diz respeito ao patenteamento de seus descobrimentos, por não se considerarem com direitos de exclusividade, de um lado, e d'outro por desejarem justamente o contrário: a maior divulgação e promoção de seus trabalhos e descobrimentos. Neste nível se colocaram os cientistas como HERTZ, BRANLY, RIGHI, LODGE E POPOFF. Todos eles consideravam seus trabalhos e descobrimentos como um patrimônio da ciência e da humanidade e não como uma propriedade particular.
Infelizmente
o nome do padre brasileiro ROBERTO LANDELL DE MOURA, não figura
entre os nomes conhecidos que contribuíram de uma ou de outra maneira
para o desenvolvimento das telecomunicações. Porém,
nunca é tarde corrigir o que foi esquecido:
é preciso
dar ao padre Landell de Moura o lugar que lhe é devido no campo
da pesquisa científica.*
*Obs. Com o
advento da internet este panorama está mudando. Veja aqui uma página
europeia de
Andres Salillas, jornalista espanhol, que tem livro escrito sobre os pioneiros
do rádio e que os homenageia em sua página e lá já
está incluido o nome de Landell de Moura: "EL NACIMIENTO DE LA
RADIO - Algunos de los que han contribuido para hacerlo realidad":
http://www.weblandia.com/cerdanyola/pioneros.htm
Aqui está
o texto sobre Landell de Moura em sua página.

LANDELL DE MOURA, ROBERTO (Porto Alegre 1861 - 1928),
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O reverendo
Padre Roberto Landell de Moura, nascido na cidade de Pôrto Alegre
aos 21 de janeiro de 1861, requereu e obteve três patentes de invenção
nos Estados Unidos da América, a saber:
a. transmissor
de ondas
b.
telefonia sem fio
c.
telegrafia sem fio
O histórico de suas atividades constantes do processo, perfeitamente documentado e justificado, assim como a análise técnica de suas invenções comparativamente ao que era conhecido na época, e ao que foi gradativamente, integrando-se na ciência, em sua evolução até a industrialização da Telegrafia e Telefonia sem fio, provam, de modo a não deixar dúvidas, ter conseguido aquêle eminente brasileiro conceber, realizar e provar, os princípos fundamentais da exequibilidade da transmissão, principios esses que, em essência, constituem a base de tôdas as conquistas e aperfeiçoamentos técnico-elétricos modernos nas comunicações sem fio.
Não se pode deixar de reconhecer que o imortal Branly fêz experiências de centelhas em circuito fechado em 1885 na Universidade Católica de Paris. Marconi, aproveitando-se dessas experiências e dos princípos fundamentais que Branly sábiamente anunciou, correu a patentear um sistema por êle organizado de transmissão e recepção sem fio. Nem por isso deixa-se de proclamar a genialidade das concepções de Branly, sem as quais Marconi não teria obtido a patente 12.039, de 12 de setembro de 1896, na Inglaterra. O rev. padre Landell de Moura, embora sem a prioridade científico-oficial, por isso que só mais tarde conseguiu suas patentes nos Estados Unidos da América, já em 1893 realizava as primeiras experiências de transmissão e recepção sem fio em São Paulo.
Na narrativa dos episódios que prejudicaram suas primeiras tentativas, o prosseguimento de seus estudos e o registro, em tempo, de seus aparelhos experimentais, mostra evidentemente, que sómente devido à razões imperiosas e superiores deixou êle de se incluir, na época, entre os pioneiros de tão relevante conquista.
Estudando agora, do ponto-de-vista estritamente técnico, é forçoso reconhecer - porque se demonstra de modo inequívoco - que suas três Patentes contêm, de fato, tôdas as peças essenciais de um sistema que se foi aperfeiçoando até constituir o núcleo científico básico que permitiu a industrialização das transmissões e das recepções sem fio".... e finalizando:
...."Há, pois, nas três Patentes do patrício ilustre, idéias, concepções, princípios e engenhosidade na formação de circuitos elétricos, que caracterizam, de forma incontestável, os mesmos métodos e processos que foram aplicados mais tarde, com a natural evolução no meio industrial, com os aperfeiçoamentos da técnica elétrica e dos meios materiais de execução.
Assim, estou convencido de que de justiça e de direito, cabe ao Padre Landell de Moura a glória imortal de ter idealizado o mais perfeito sistema de telefonia e telegrafia sem fio na época em que fêz suas primeiras demonstrações, e que não foram outros os princípios aplicados, senão os constantes de suas patentes, na fase inicial da industrialização dos transmissores e receptores de telegrafia sem fio.(T.S.F.)".